A guerra do Peloponeso foi um conflito armado entre Atenas (centro político e civilizacional por excelência do mundo do século V a.C.) e Esparta (cidade de tradição militarista e costumes austeros), de 431 a 404 a.C. Sua história foi detalhadamente registrada por Tucídides e Xenofonte. De acordo com Tucídides, a razão fundamental da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que o mesmo despertava entre os espartanos. A cidade de Corinto foi especialmente atuante, pressionando Esparta a fim de que esta declarasse guerra contra Atenas.
O Império Ateniense em 431 a.C.
As relações entre Atenas e Esparta eram tensas, ainda que formalmente amigáveis durante as Guerras Médicas, agudizando-se gradualmente a partir de 450 a.C., com lutas frequentes e tréguas cíclicas, tudo pela disputa da hegemonia grega. Atenas, dominando politicamente a Liga de Delos (também chamada de Liga Marítima Ateniense), controlava o comércio marítimo com a sua poderosa frota, desfrutando igualmente de uma boa situação financeira. Esparta, por seu lado, assentava a sua estratégia política num exército imbatível e bem treinado, respondendo à Liga de Delos com uma confederação de cidades do Peloponeso (península no sul da Grécia) e da Grécia Central, a Liga do Peloponeso. O crescente poderio e a riqueza inigualável de Atenas alarmava Esparta, como dizia Tucídides. A guerra era assim inevitável, como pensava Péricles, que acumulou uma notável reserva financeira para suportar um conflito em larga escala. Em 445 a.C. ainda se chegou a uma acordo de paz previsto para trinta anos. Todavia, as alianças estavam feitas, e aí residia o detonador da guerra.
Deflagração da Guerra
Corcira, colônia de Corinto, ponte natural entre a Grécia e o Ocidente, queria celebrar com Atenas uma aliança, que daria condições de dominar o comércio com o Ocidente. Corinto era aliada de Esparta, o que implicava que Córcira alinhasse nessa aliança. As cidades de Esparta, Corinto, Tebas e Mégara aliaram-se contra Atenas e seus aliados, dando início à Guerra do Peloponeso, que durou 27 anos, envolvendo quase todas as cidades-estados gregas, e provocou o enfraquecimento da Grécia.
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
2º Ano (E) - Guerra das Duas Rosas
Guerra civil pela conquista do trono inglês, travada entre 1453 e 1485. Nela se enfrentaram a casa real de Lancaster, cujo brasão tem uma rosa vermelha, e a de York, que traz no seu uma rosa branca.
Têm como origem a disputa entre senhores feudais ingleses para compensar a perda de seus territórios na França na Guerra dos Cem Anos.
Durante 30 anos, a Coroa britânica alterna-se entre as duas casas, o que provoca um enfraquecimento da nobreza.
O conflito começa quando Ricardo, duque de York, o maior senhor feudal inglês e aspirante ao trono, aprisiona Henrique VI, rei da Inglaterra e membro da família Lancaster.
Os York são derrotados em 1460 na Batalha de Wakefiel. Um ano depois, Eduardo IV, também da casa de York, toma o trono dos Lancaster na Batalha de Towton, mas acaba traído pela nobreza e é obrigado a devolvê-lo a Henrique VI.
O rei é morto em 1471 na Batalha de Barnet, juntamente com outros membros da casa real de Lancaster. Dois anos mais tarde morre também Eduardo IV, e o trono é usurpado pelo irmão Ricardo III, que manda estrangular os sobrinhos, primeiros na linha de sucessão. A guerra termina em 1485, quando Henrique Tudor derrota Ricardo III na Batalha de Bosworth.
O novo rei unifica as duas alas da nobreza: é genro de Eduardo IV, da casa de York, e ligado aos Lancaster por parte de mãe. O Parlamento, que tinha como principal base de sustentação uma nobreza feudal dizimada e arruinada, é esvaziado.
Henrique Tudor sobe ao trono da Inglaterra com o nome de Henrique VII e restaura a autoridade real, iniciando a dinastia Tudor (1485-1603), que implanta o absolutismo na Inglaterra.
Têm como origem a disputa entre senhores feudais ingleses para compensar a perda de seus territórios na França na Guerra dos Cem Anos.
Durante 30 anos, a Coroa britânica alterna-se entre as duas casas, o que provoca um enfraquecimento da nobreza.
O conflito começa quando Ricardo, duque de York, o maior senhor feudal inglês e aspirante ao trono, aprisiona Henrique VI, rei da Inglaterra e membro da família Lancaster.
Os York são derrotados em 1460 na Batalha de Wakefiel. Um ano depois, Eduardo IV, também da casa de York, toma o trono dos Lancaster na Batalha de Towton, mas acaba traído pela nobreza e é obrigado a devolvê-lo a Henrique VI.
O rei é morto em 1471 na Batalha de Barnet, juntamente com outros membros da casa real de Lancaster. Dois anos mais tarde morre também Eduardo IV, e o trono é usurpado pelo irmão Ricardo III, que manda estrangular os sobrinhos, primeiros na linha de sucessão. A guerra termina em 1485, quando Henrique Tudor derrota Ricardo III na Batalha de Bosworth.
O novo rei unifica as duas alas da nobreza: é genro de Eduardo IV, da casa de York, e ligado aos Lancaster por parte de mãe. O Parlamento, que tinha como principal base de sustentação uma nobreza feudal dizimada e arruinada, é esvaziado.
Henrique Tudor sobe ao trono da Inglaterra com o nome de Henrique VII e restaura a autoridade real, iniciando a dinastia Tudor (1485-1603), que implanta o absolutismo na Inglaterra.
3º Ano (C) - "Revolução" de 1930
Os antecedentes:
Interpretada como a revolução que pôs fim ao predomínio das oligarquias no cenário político brasileiro, a Revolução de 30 conta com uma série de fatores conjunturais que explicam esse dado histórico. O próprio uso do termo ‘revolução’ como definidor desse fato, pode ainda, restringir outras questões vinculadas a esse importante acontecimento. Em um primeiro momento, podemos avaliar a influência de alguns fatores internos e externos que explicam o movimento.
No âmbito internacional, podemos destacar a ascensão de algumas práticas capitalistas e a própria crise do sistema capitalista. Cada vez mais, a modernização das economias nacionais, inclusive a brasileira, só era imaginada com a intervenção de um Estado preocupado em implementar um parque industrial autônomo e sustentador de sua própria economia. Em contrapartida, o capitalismo vivia um momento de crise provocado pelo colapso das especulações financeiras que, inclusive, provocaram o “crash” da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.
Apático a esse conjunto de transformações, os governos oligárquicos preferiam manter a nação sob um regime econômico agro-exportador. Dessa forma, a economia brasileira sofreu, principalmente nas primeiras décadas do século XX, graves oscilações em seu desempenho econômico. Em outras palavras, a economia brasileira só ia bem quando as grandes potências industriais tinham condições de consumir os produtos agrícolas brasileiros.
Defendendo essa política conservadora e arcaica, as elites oligárquicas acabaram pagando um alto preço ao refrear a modernização da economia brasileira. De um lado, as camadas populares sofriam, cada vez mais, o impacto de governos que não criavam efetivas políticas sociais e, ao mesmo tempo, não dava devida atenção aos setores sociais emergentes (militares, classes média e operária). Por outro, as próprias oligarquias não conseguiam manter uma posição política homogênea mediante uma economia incerta e oscilante.
Fatos que marcaram o processo da Revolução de 30
Nesse contexto, podemos compreender que a crise das oligarquias foi um passo crucial para a revolução. Com o impacto da crise de 1929, o então presidente paulista Washington Luís resolveu apoiar a candidatura de seu conterrâneo Júlio Prestes. Conhecida como “Política do Café Puro”, a candidatura de Júlio Prestes rompeu com o antigo arranjo da “Política do Café-com-Leite”, onde os latifundiários mineiros e paulistas se alternariam no mandato presidencial.
Insatisfeitos com tal medida, um grupo de oligarquias dissidentes – principalmente de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba – criaram uma chapa eleitoral contra a candidatura de Júlio Prestes. Conhecida como Aliança Liberal, a chapa encabeçada pelo fazendeiro gaúcho Getúlio Dorneles Vargas prometia um conjunto de medidas reformistas. Entre outros pontos, os liberais defendiam a instituição do voto secreto, o estabelecimento de uma legislação trabalhista e o desenvolvimento da indústria nacional.
O desfecho da Revolução de 30
Sob um clima de desconfiança e tensão, o candidato Júlio Prestes foi considerado vencedor das eleições daquele ano. Mesmo com a derrota dos liberais, um possível golpe armado ainda era cogitado. Com o assassinato do liberal João Pessoa, em 26 de julho de 1930, o movimento oposicionista articulou a derrubada do governo oligárquico com o auxílio de setores militares.
Depois de controlar os focos de resistência nos estados, Getúlio Vargas e seus aliados chegam ao Rio de Janeiro, em novembro de 1930. Iniciando a chamada Era Vargas, Getúlio ficaria por quinze anos ininterruptos no poder (1930 – 1945) e, logo depois, seria eleito pelo voto popular voltando à presidência entre os anos de 1951 e 1954.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
Interpretada como a revolução que pôs fim ao predomínio das oligarquias no cenário político brasileiro, a Revolução de 30 conta com uma série de fatores conjunturais que explicam esse dado histórico. O próprio uso do termo ‘revolução’ como definidor desse fato, pode ainda, restringir outras questões vinculadas a esse importante acontecimento. Em um primeiro momento, podemos avaliar a influência de alguns fatores internos e externos que explicam o movimento.
No âmbito internacional, podemos destacar a ascensão de algumas práticas capitalistas e a própria crise do sistema capitalista. Cada vez mais, a modernização das economias nacionais, inclusive a brasileira, só era imaginada com a intervenção de um Estado preocupado em implementar um parque industrial autônomo e sustentador de sua própria economia. Em contrapartida, o capitalismo vivia um momento de crise provocado pelo colapso das especulações financeiras que, inclusive, provocaram o “crash” da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.
Apático a esse conjunto de transformações, os governos oligárquicos preferiam manter a nação sob um regime econômico agro-exportador. Dessa forma, a economia brasileira sofreu, principalmente nas primeiras décadas do século XX, graves oscilações em seu desempenho econômico. Em outras palavras, a economia brasileira só ia bem quando as grandes potências industriais tinham condições de consumir os produtos agrícolas brasileiros.
Defendendo essa política conservadora e arcaica, as elites oligárquicas acabaram pagando um alto preço ao refrear a modernização da economia brasileira. De um lado, as camadas populares sofriam, cada vez mais, o impacto de governos que não criavam efetivas políticas sociais e, ao mesmo tempo, não dava devida atenção aos setores sociais emergentes (militares, classes média e operária). Por outro, as próprias oligarquias não conseguiam manter uma posição política homogênea mediante uma economia incerta e oscilante.
Fatos que marcaram o processo da Revolução de 30
Nesse contexto, podemos compreender que a crise das oligarquias foi um passo crucial para a revolução. Com o impacto da crise de 1929, o então presidente paulista Washington Luís resolveu apoiar a candidatura de seu conterrâneo Júlio Prestes. Conhecida como “Política do Café Puro”, a candidatura de Júlio Prestes rompeu com o antigo arranjo da “Política do Café-com-Leite”, onde os latifundiários mineiros e paulistas se alternariam no mandato presidencial.
Insatisfeitos com tal medida, um grupo de oligarquias dissidentes – principalmente de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba – criaram uma chapa eleitoral contra a candidatura de Júlio Prestes. Conhecida como Aliança Liberal, a chapa encabeçada pelo fazendeiro gaúcho Getúlio Dorneles Vargas prometia um conjunto de medidas reformistas. Entre outros pontos, os liberais defendiam a instituição do voto secreto, o estabelecimento de uma legislação trabalhista e o desenvolvimento da indústria nacional.
O desfecho da Revolução de 30
Sob um clima de desconfiança e tensão, o candidato Júlio Prestes foi considerado vencedor das eleições daquele ano. Mesmo com a derrota dos liberais, um possível golpe armado ainda era cogitado. Com o assassinato do liberal João Pessoa, em 26 de julho de 1930, o movimento oposicionista articulou a derrubada do governo oligárquico com o auxílio de setores militares.
Depois de controlar os focos de resistência nos estados, Getúlio Vargas e seus aliados chegam ao Rio de Janeiro, em novembro de 1930. Iniciando a chamada Era Vargas, Getúlio ficaria por quinze anos ininterruptos no poder (1930 – 1945) e, logo depois, seria eleito pelo voto popular voltando à presidência entre os anos de 1951 e 1954.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
1º Anos (B - E) Código de Drácon
Drácon era um revolucionário a frente da sua época. Era considerado um "legislador" extremamente severo, prova disso, foram às publicações de leis severas e sanguinárias para cidade de Atenas.
As leis em vigor, deveriam ser seguidas a risca, com origem nos adjetivos draconianos, sempre por magistrado denominado " tesmoteta" sem mencionar qualquer interpretação época, fora marcada pela imparcialidade do tesmoteta, além das punições atentatórias, como a pena de morte a delitos leves.
Salienta-se, que apesar da agressividade das leis, estas proporcionavam a igualdade, afim de diminuir os privilégios concedidos aos aristocratas, devido a inúmeros conflitos existentes , tanto de ordem social como a estabilidade na politicas ateniense.
Um marco no Código de Drácon, fora a inexistência de pena, em casos de homicidio involuntário(atualmente conhecido como homicidio culposo), visto que nestes casos a administração da justiça é que resolvia o entrave.
Passados alguns anos, os próprios atenienses consideraram o código omissivo, por esta razão houve sua substituição por Solon , mantendo apenas as leis referentes ao crime de homicidio (século VII a.c)
Diante disso, no ano de 621 a.c , os aristocratas concederam poderes a Drácon para que este publicasse as leis draconianas, considerado o primeiro código ateniense escrito. Contudo tal código não era considerado uma Constituição, em razão da ausência de leis que contemplasse os problemas econômicos e sociais, sendo que estes somente eram declinados por Sólon em Atenas.
Lei de Dracon: significa Lei impiedosa, cruel, bárbara, extremamente severa e desumana. Vem de Draco, ou Drácon, legislador ateniense que viveu por volta do século VI a. C. Draco foi o autor do primeiro código de leis penais escritas que vigorou em Atenas. Nele, a pena de morte estava prescrita para quase todos os crimes.
As leis em vigor, deveriam ser seguidas a risca, com origem nos adjetivos draconianos, sempre por magistrado denominado " tesmoteta" sem mencionar qualquer interpretação época, fora marcada pela imparcialidade do tesmoteta, além das punições atentatórias, como a pena de morte a delitos leves.
Salienta-se, que apesar da agressividade das leis, estas proporcionavam a igualdade, afim de diminuir os privilégios concedidos aos aristocratas, devido a inúmeros conflitos existentes , tanto de ordem social como a estabilidade na politicas ateniense.
Um marco no Código de Drácon, fora a inexistência de pena, em casos de homicidio involuntário(atualmente conhecido como homicidio culposo), visto que nestes casos a administração da justiça é que resolvia o entrave.
Passados alguns anos, os próprios atenienses consideraram o código omissivo, por esta razão houve sua substituição por Solon , mantendo apenas as leis referentes ao crime de homicidio (século VII a.c)
Diante disso, no ano de 621 a.c , os aristocratas concederam poderes a Drácon para que este publicasse as leis draconianas, considerado o primeiro código ateniense escrito. Contudo tal código não era considerado uma Constituição, em razão da ausência de leis que contemplasse os problemas econômicos e sociais, sendo que estes somente eram declinados por Sólon em Atenas.
Lei de Dracon: significa Lei impiedosa, cruel, bárbara, extremamente severa e desumana. Vem de Draco, ou Drácon, legislador ateniense que viveu por volta do século VI a. C. Draco foi o autor do primeiro código de leis penais escritas que vigorou em Atenas. Nele, a pena de morte estava prescrita para quase todos os crimes.
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
3ºC - New Deal e Crise de 1929 - 26/05
Ao contrario da Europa que ficou arrasada economicamente, depois da Primeira Guerra Mundial, os EUA aumentou 250% sua riqueza, isso devido às exportações de alimentos e armamentos durante a guerra, e o aumento do comercio com a América Latina e a Ásia.
Os Anos Loucos em 1923 o PIB dos EUA havia crescido 14%, a agricultura estava mecanizada e as fabricas aumentavam sua produção (linha de montagem móvel, filme do Chaplin), fabricação em série.
A idéia de que a prosperidade estava ao alcance de todos, ilusoriamente, pois muitos tinham pouco e poucos tinham muito, consumismo exagerado. O “estilo de vida americano”.
Durante a década de 20 os EUA foi governado por presidentes do Partido Republicano (PR), que isolaram o pais internacionalmente, os imigrantes eram vistos como uma ameaça para o emprego dos americanos, sendo alguns adeptos do anarquismo e socialismo, o governo implantou leis para tornar sua entrada difícil, os que divulgavam suas idéias eram perseguidos como foi o caso dos italianos Nicola Sacco e Bartolomeu Vanzetti que foram executados em 1927. A Ku Klux Klan com 5 milhões de integrantes perseguia e assassinava negros, judeus, imigrantes e lideres trabalhistas. Associações de defesa da moral, com o preteto de libertar as classes inferiores do álcool, fez-se a Lei Seca, estimulando o mercado negro, aumentando o crime organizado (Al Capone). A vida noturna, o consumismo, a Lei Seca, prosperidade e alta criminalidade fez dos nos 1920 conhecidos como Anos Loucos.
A Queda da Bolsa de Nova York Em outubro de 1929 houve a Grande Depressão, tudo começou em medos de 1920, quando a Europa recuperada da guerra, diminuiu as importações agrícolas dos EUA, o que levou muitos agricultores a falência. A indústria também foi atingida, mas não parou a produção o que causou um acúmulo dos estoques de mercadores sem compradores, tendo uma Crise de Superprodução, com o desequilíbrio as empresas começaram a demitir funcionários. Com isso o valor das ações dessa empresas na Bolsa de Valores de Nova York caiu. Preocupados com a queda os donos tentaram vender seus papeis o mais rápido possível, e no dia 24/10 de 1929 o preço das ações despencou, levando a quebra da Bolsa de Nova York.
Isso afetou demais a economia dos EUA, a renda nacional reduziu-se a metade, investidores perderam as economias, bancos fecharam deixando clientes sem dinheiro, casas comerciais faliram, 15 milhões de desempregados, fome e miséria, fazendas faliram, tudo isso foram às conseqüências da Quebra. Paises que mantinham relações comerciais com os EUA também sofreram. O comercio mundial desabou, bancos e indústrias fecharam. A produção industrial das principais nações capitalistas caiu 50%, milhões de pessoas perderam seus empregos, apenas a Rússia não passou pela crise por seu modo de economia socialista. O presidente Hoover não adotou nenhuma medida, pois dizia que o governo não deveria interferir na economia, pois essa se resolveria sozinha.
Roosevelt e o New Deal em 1933 quando Franklin Roosevelt assumiu a presidência pelo Partido Democrata (PD), pôs em prática uma política contraria a de Hoover, com o estado intervindo na economia. Propôs um plano chamado de New Deal (Novo Acordo), com ações do governo e iniciativa privada para elevar a renda dos trabalhadores.
As medidas adotadas foram:
* desvalorização do dólar para tornar as exportações mais competitivas
* empréstimos a bancos para evitar novas falências
* implantação de um sistema de seguridade social, com a criação do seguro-desemprego.
* programa de obras publicas para gerar empregos
* contratação de 3 milhões de jovens para o desenvolvimento de projetos ambientais
* salário mínimo e direito de organização sindical
* estimulo a produção agrícola.
Com isso a economia do país se reaqueceu e a indústria voltou a produzir
Os pontos principais do New Deal era a realização de grandes obras públicas para geração de empregos, fixação de preços mínimos para o petróleo, carvão e produtos agrícolas, com o objetivo de estimular a produção.
Por volta de 1936, os Estados Unidos já estavam superando os efeitos da Grande Depressão. Assim, em 1939, o país se encontrava em condições de aproveitar a nova conjuntura criada pela Segunda Guerra Mundial.
1º Guerra Mundial
Fatores gerais
• Disputa dos mercados internacionais pelos países industrializados, que não conseguiam mais escoar toda a produção de suas fábricas. Tal concorrência era particularmente acirrada entre a Grã-Bretanha e a Alemanha.
• Atritos entre as grandes potências devido a questões coloniais. Alemanha, Itália e Japão participaram com atraso da corrida neocolonialista e estavam insatisfeitos com as poucas colônias que haviam adquirido.
• Exacerbação dos nacionalismos europeus, manipulados pelos respectivos governos como um meio de obter a adesão popular à causa da guerra. Há que considerar ainda o nacionalismo das populações que se encontravam sob o jugo do Império Austro-Húngaro ou do Império Russo e ansiavam pela independência.
Oposição dos Blocos:
Tríplice Aliança: Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.
Tríplice Entente(“Entendimento Cordial”): Inglaterra (ou melhor, Grã-Bretanha), França e Rússia.
Os Anos Loucos em 1923 o PIB dos EUA havia crescido 14%, a agricultura estava mecanizada e as fabricas aumentavam sua produção (linha de montagem móvel, filme do Chaplin), fabricação em série.
A idéia de que a prosperidade estava ao alcance de todos, ilusoriamente, pois muitos tinham pouco e poucos tinham muito, consumismo exagerado. O “estilo de vida americano”.
Durante a década de 20 os EUA foi governado por presidentes do Partido Republicano (PR), que isolaram o pais internacionalmente, os imigrantes eram vistos como uma ameaça para o emprego dos americanos, sendo alguns adeptos do anarquismo e socialismo, o governo implantou leis para tornar sua entrada difícil, os que divulgavam suas idéias eram perseguidos como foi o caso dos italianos Nicola Sacco e Bartolomeu Vanzetti que foram executados em 1927. A Ku Klux Klan com 5 milhões de integrantes perseguia e assassinava negros, judeus, imigrantes e lideres trabalhistas. Associações de defesa da moral, com o preteto de libertar as classes inferiores do álcool, fez-se a Lei Seca, estimulando o mercado negro, aumentando o crime organizado (Al Capone). A vida noturna, o consumismo, a Lei Seca, prosperidade e alta criminalidade fez dos nos 1920 conhecidos como Anos Loucos.
A Queda da Bolsa de Nova York Em outubro de 1929 houve a Grande Depressão, tudo começou em medos de 1920, quando a Europa recuperada da guerra, diminuiu as importações agrícolas dos EUA, o que levou muitos agricultores a falência. A indústria também foi atingida, mas não parou a produção o que causou um acúmulo dos estoques de mercadores sem compradores, tendo uma Crise de Superprodução, com o desequilíbrio as empresas começaram a demitir funcionários. Com isso o valor das ações dessa empresas na Bolsa de Valores de Nova York caiu. Preocupados com a queda os donos tentaram vender seus papeis o mais rápido possível, e no dia 24/10 de 1929 o preço das ações despencou, levando a quebra da Bolsa de Nova York.
Isso afetou demais a economia dos EUA, a renda nacional reduziu-se a metade, investidores perderam as economias, bancos fecharam deixando clientes sem dinheiro, casas comerciais faliram, 15 milhões de desempregados, fome e miséria, fazendas faliram, tudo isso foram às conseqüências da Quebra. Paises que mantinham relações comerciais com os EUA também sofreram. O comercio mundial desabou, bancos e indústrias fecharam. A produção industrial das principais nações capitalistas caiu 50%, milhões de pessoas perderam seus empregos, apenas a Rússia não passou pela crise por seu modo de economia socialista. O presidente Hoover não adotou nenhuma medida, pois dizia que o governo não deveria interferir na economia, pois essa se resolveria sozinha.
Roosevelt e o New Deal em 1933 quando Franklin Roosevelt assumiu a presidência pelo Partido Democrata (PD), pôs em prática uma política contraria a de Hoover, com o estado intervindo na economia. Propôs um plano chamado de New Deal (Novo Acordo), com ações do governo e iniciativa privada para elevar a renda dos trabalhadores.
As medidas adotadas foram:
* desvalorização do dólar para tornar as exportações mais competitivas
* empréstimos a bancos para evitar novas falências
* implantação de um sistema de seguridade social, com a criação do seguro-desemprego.
* programa de obras publicas para gerar empregos
* contratação de 3 milhões de jovens para o desenvolvimento de projetos ambientais
* salário mínimo e direito de organização sindical
* estimulo a produção agrícola.
Com isso a economia do país se reaqueceu e a indústria voltou a produzir
Os pontos principais do New Deal era a realização de grandes obras públicas para geração de empregos, fixação de preços mínimos para o petróleo, carvão e produtos agrícolas, com o objetivo de estimular a produção.
Por volta de 1936, os Estados Unidos já estavam superando os efeitos da Grande Depressão. Assim, em 1939, o país se encontrava em condições de aproveitar a nova conjuntura criada pela Segunda Guerra Mundial.
1º Guerra Mundial
Fatores gerais
• Disputa dos mercados internacionais pelos países industrializados, que não conseguiam mais escoar toda a produção de suas fábricas. Tal concorrência era particularmente acirrada entre a Grã-Bretanha e a Alemanha.
• Atritos entre as grandes potências devido a questões coloniais. Alemanha, Itália e Japão participaram com atraso da corrida neocolonialista e estavam insatisfeitos com as poucas colônias que haviam adquirido.
• Exacerbação dos nacionalismos europeus, manipulados pelos respectivos governos como um meio de obter a adesão popular à causa da guerra. Há que considerar ainda o nacionalismo das populações que se encontravam sob o jugo do Império Austro-Húngaro ou do Império Russo e ansiavam pela independência.
Oposição dos Blocos:
Tríplice Aliança: Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.
Tríplice Entente(“Entendimento Cordial”): Inglaterra (ou melhor, Grã-Bretanha), França e Rússia.
2ºE - aula: Absolutismo Inglês - 27/05
“É somente na minha pessoa que reside o poder soberano... é somente de mim que os meus tribunais recebem a sua existência e a sua autoridade; a plenitude desta autoridade, que eles não exercem senão em meu nome, permanece sempre em mim, e o seu uso nunca pode ser contra mim voltado; toda ordem pública emana de mim, e os direitos e interesses da nação, de que se pretende ousar fazer um corpo separado do Monarca, estão necessariamente unidos com os meus e repousam inteiramente em minhas mãos.”
(Resposta do Rei Luís XIV ao Parlamento de Paris, em 3.3.1766.).
O absolutismo inglês
O início da centralização política na Inglaterra ocorreu após as guerras dos Cem Anos (1337-1453)* e das Duas Rosas (1455-1485)**, que possibilitaram a ascensão da dinastia Tudor (1485-1603). Esta, com apoio da burguesia e do Parlamento, instalou o absolutismo no país.
*(teve como causa a invasão da região comercial de Flandres no território francês pelos ingleses, os franceses declaram guerra a Inglaterra).
**(pela disputa entre a família Lancaster e a York pela sucessão do trono inglês).
Sujeitando o Parlamento e realizando a reforma protestante através do Ato de Supremacia (1534), Henrique VIII estabeleceu o absolutismo na Inglaterra.
Alegando querer um herdeiro para o trono da Inglaterra, pretendeu desfazer seu casamento com Catarina de Aragão para casar-se com Ana Bolena. Esta atitude de afronta sem precedentes à Igreja Católica valeu-lhe a excomunhão, declarada por Clemente VII em 11 de Julho de 1533.
Henrique decidiu o rompimento com a Igreja Católica Romana, declarou a dissolução dos monastérios, tomando assim muitos dos haveres da Igreja, e formou a Igreja Anglicana (Church of England), da qual se declarou líder. Esta decisão tornou-se oficial com o Ato de Supremacia (Act of Supremacy) de 1534.
Também em 1534, Henrique determinou A Ata de traições (“Treasons Act”), que converteu em alta traição, castigada com a morte, não reconhecer a autoridade do Rei, entre outros casos. Ao Papa foram negadas todas as fontes de ingressos monetários, como o Óbulo de São Pedro, para a sustenção das obras sociais e caritativas do Santo Padre, o Papa.
Também promulgou legislações importantes, como as Union Acts de 1535 e 1542, que unificaram a Inglaterra e Gales como uma só nação.
Elizabeth I, filha de Henrique VIII, assumiu o trono, retomando a política do pai, consolidando o anglicanismo e desenvolvendo uma política mercantilista agressiva, para aumentar o poder inglês nos mares.
Com a morte de Elizabeth I, que não deixou herdeiros, o trono passou ao rei da Escócia, Jaime I, que iniciou a dinastia Stuart
Da Crueldade e da Piedade e se É melhor ser Amado que Temido ou melhor ser Temido que Amado.
“Contudo, o Príncipe deve ser ponderado em seu pensamento e ação, não ter medo de si mesmo e proceder de forma equilibrada, com prudência e humanidade, para que a excessiva confiança não o torne incauto, nem a exagerada desconfiança o faça intolerável.
Surge daí uma questão: é melhor ser amado que temido ou o inverso? A resposta é que seria de desejar ser ambas as coisas, mas, como é difícil combiná-las, é muito mais seguro ser temido do que amado, quando se tem de desistir de uma das duas. (...) Os homens têm menos receio de ofender a quem se faz amar do que a outro que se faça temer; (...) o temor é mantido pelo medo ao castigo, que nunca te abandona.
Quando, porém, o príncipe está em campanha, no comando de uma infinidade de soldados, não precisa absolutamente se preocupar com a fama de cruel, porque, sem esta fama, jamais se mantém um exército unido e disposto à ação.
(...) concluo que, como os homens amam segundo sua vontade e temem segundo a vontade do príncipe, deve este contar com o que é seu e não com o que é de outros, empenhando-se apenas em evitar o ódio.”
(MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. 2ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996. pp. 79-82.)
O Leviatã
“O único caminho para erigir semelhante poder comum, capaz de defendê-lo contra a invasão dos estrangeiros e contra as injúrias alheias (...) é conferir todo o seu poder e fortaleza a um homem ou a uma assembléia de homens, todos os quais, por pluralidade de votos, possam reduzir suas vontades a uma vontade (...) é uma unidade real de tudo isso em uma e mesma pessoa, instruída por pacto de cada homem com os demais (...). E nisso consiste a essência do Estado, que podemos definir assim: uma pessoa de cujos atos uma grande multidão, por pactos mútuos, realizados entre si, foi instituída por cada um como autor, com a finalidade de poder utilizar a fortaleza e meios de todos, da maneira que julgar oportuno para assegurar a paz e a defesa comum. O titular desta pessoa se denomina soberano, e se diz que tem poder soberano; cada um dos que o rodeiam é seu súdito.”
(HOBBES, Thomas. Leviatã. In: MARQUES, Adhemar et al. História Moderna através de textos. s/l: Editora Contexto, s/d. p. 61.).
BOSSUET
“Todo o poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de Deus e são seus representantes na terra. O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus... Os reis... são deuses e participam de alguma forma da independência divina”.
(BOSSUET, Jacques. Política Tirada da Sagrada Escritura. In: MARQUES, Adhemar et al. História Moderna através de textos. s/l: Editora Contexto, s/d. p. 62.)
(Resposta do Rei Luís XIV ao Parlamento de Paris, em 3.3.1766.).
O absolutismo inglês
O início da centralização política na Inglaterra ocorreu após as guerras dos Cem Anos (1337-1453)* e das Duas Rosas (1455-1485)**, que possibilitaram a ascensão da dinastia Tudor (1485-1603). Esta, com apoio da burguesia e do Parlamento, instalou o absolutismo no país.
*(teve como causa a invasão da região comercial de Flandres no território francês pelos ingleses, os franceses declaram guerra a Inglaterra).
**(pela disputa entre a família Lancaster e a York pela sucessão do trono inglês).
Sujeitando o Parlamento e realizando a reforma protestante através do Ato de Supremacia (1534), Henrique VIII estabeleceu o absolutismo na Inglaterra.
Alegando querer um herdeiro para o trono da Inglaterra, pretendeu desfazer seu casamento com Catarina de Aragão para casar-se com Ana Bolena. Esta atitude de afronta sem precedentes à Igreja Católica valeu-lhe a excomunhão, declarada por Clemente VII em 11 de Julho de 1533.
Henrique decidiu o rompimento com a Igreja Católica Romana, declarou a dissolução dos monastérios, tomando assim muitos dos haveres da Igreja, e formou a Igreja Anglicana (Church of England), da qual se declarou líder. Esta decisão tornou-se oficial com o Ato de Supremacia (Act of Supremacy) de 1534.
Também em 1534, Henrique determinou A Ata de traições (“Treasons Act”), que converteu em alta traição, castigada com a morte, não reconhecer a autoridade do Rei, entre outros casos. Ao Papa foram negadas todas as fontes de ingressos monetários, como o Óbulo de São Pedro, para a sustenção das obras sociais e caritativas do Santo Padre, o Papa.
Também promulgou legislações importantes, como as Union Acts de 1535 e 1542, que unificaram a Inglaterra e Gales como uma só nação.
Elizabeth I, filha de Henrique VIII, assumiu o trono, retomando a política do pai, consolidando o anglicanismo e desenvolvendo uma política mercantilista agressiva, para aumentar o poder inglês nos mares.
Com a morte de Elizabeth I, que não deixou herdeiros, o trono passou ao rei da Escócia, Jaime I, que iniciou a dinastia Stuart
Da Crueldade e da Piedade e se É melhor ser Amado que Temido ou melhor ser Temido que Amado.
“Contudo, o Príncipe deve ser ponderado em seu pensamento e ação, não ter medo de si mesmo e proceder de forma equilibrada, com prudência e humanidade, para que a excessiva confiança não o torne incauto, nem a exagerada desconfiança o faça intolerável.
Surge daí uma questão: é melhor ser amado que temido ou o inverso? A resposta é que seria de desejar ser ambas as coisas, mas, como é difícil combiná-las, é muito mais seguro ser temido do que amado, quando se tem de desistir de uma das duas. (...) Os homens têm menos receio de ofender a quem se faz amar do que a outro que se faça temer; (...) o temor é mantido pelo medo ao castigo, que nunca te abandona.
Quando, porém, o príncipe está em campanha, no comando de uma infinidade de soldados, não precisa absolutamente se preocupar com a fama de cruel, porque, sem esta fama, jamais se mantém um exército unido e disposto à ação.
(...) concluo que, como os homens amam segundo sua vontade e temem segundo a vontade do príncipe, deve este contar com o que é seu e não com o que é de outros, empenhando-se apenas em evitar o ódio.”
(MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. 2ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996. pp. 79-82.)
O Leviatã
“O único caminho para erigir semelhante poder comum, capaz de defendê-lo contra a invasão dos estrangeiros e contra as injúrias alheias (...) é conferir todo o seu poder e fortaleza a um homem ou a uma assembléia de homens, todos os quais, por pluralidade de votos, possam reduzir suas vontades a uma vontade (...) é uma unidade real de tudo isso em uma e mesma pessoa, instruída por pacto de cada homem com os demais (...). E nisso consiste a essência do Estado, que podemos definir assim: uma pessoa de cujos atos uma grande multidão, por pactos mútuos, realizados entre si, foi instituída por cada um como autor, com a finalidade de poder utilizar a fortaleza e meios de todos, da maneira que julgar oportuno para assegurar a paz e a defesa comum. O titular desta pessoa se denomina soberano, e se diz que tem poder soberano; cada um dos que o rodeiam é seu súdito.”
(HOBBES, Thomas. Leviatã. In: MARQUES, Adhemar et al. História Moderna através de textos. s/l: Editora Contexto, s/d. p. 61.).
BOSSUET
“Todo o poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de Deus e são seus representantes na terra. O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus... Os reis... são deuses e participam de alguma forma da independência divina”.
(BOSSUET, Jacques. Política Tirada da Sagrada Escritura. In: MARQUES, Adhemar et al. História Moderna através de textos. s/l: Editora Contexto, s/d. p. 62.)
1º ano - texto complementar: Atenas e a Democracia Grega - aula 21/05
O filosofo grego Aristóteles, em seu livro Política, discute as características da cidadania:
“(...) o governo civil (...) pertence a todos os que são livres e iguais.”
(Aristóteles, Política, 1255b.)
“Não é a residência que constitui o cidadão: os estrangeiros e os escravos não são ‘cidadãos’, mas sim ‘habitantes’. (...) Não participam, então, a não ser de um modo imperfeito, dos direitos da Cidade.”
“Portanto, o que constitui propriamente o cidadão, sua qualidade verdadeiramente característica, é o direito de voto nas Assembléias e de participação no exercício do poder público em sua pátria.”
(Aristóteles, Política, 1261a.)
A democracia instituída pelas reformas de Clístenes era um sistema político do qual participavam todos os cidadãos atenienses livres e iguais, isto é, os homens, adultos, filhos de pai e mãe atenienses. Estes, entretanto, constituiam uma minoria da qual estavam excluídos as mulheres, os estrangeiros (“metecos”) e os escravos.
A democracia ateniense era baseada em três conceitos básicos relacionados a cidadania:
a igualdade perante a lei;
“isotimia” (de isos = igualdade, e timos = riqueza), todos os cidadãos podiam participar da vida pública;
"isagoria" (de isos = igual , e agos = orador), era igualdade de todos para falar na Ágora, para debater os negócios públicos, enfim, liberdade de pensamento, de palavra e de crítica.
Com a democracia, a Eclésia, assembléia popular composta por seis mil cidadãos, teve seus poderes decisórios aumentados, fiscalizando a atuação das demais instituições políticas e votando as propostas da Bulé. A Eclésia também tinha o poder de votar o ostracismo – exílio por um período de dez anos – contra todos os que pusessem em perigo a democracia ateniense.
A assembléia popular era realizada em praça pública ou Ágora, um símbolo da democracia direta, e, em especial, da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto. Os atenienses não contavam com partidos, pois não existiam, mas sim com seus parentes ou círculos sociais.
O apogeu da democracia ateniense compreende a época do governo de Péricles, político grego, que governou Atenas de 461 a 429 a.C..
Texto e Contexto
“Nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. Nosso governo se chama Democracia, porque a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.
De acordo com nossas leis somos todos iguais no que se refere aos negócios privados. Quanto à participação na vida pública, porém, cada qual obtém a consideração de acordo com seus méritos e mais importante é o valor pessoal que a classe a que pertence; isso quer dizer que ninguém sente o obstáculo de sua pobreza ou condição social inferior quando seu valor o capacite a prestar serviços à cidade. Por essas razões e muito mais, nossa cidade é digna de admiração”
(Discurso de Péricles. In: História das sociedades – das comunidades primitivas às sociedades medievais. Rio de Janeiro: Livro Técnico, 1980. p. 201.)
“(...) o governo civil (...) pertence a todos os que são livres e iguais.”
(Aristóteles, Política, 1255b.)
“Não é a residência que constitui o cidadão: os estrangeiros e os escravos não são ‘cidadãos’, mas sim ‘habitantes’. (...) Não participam, então, a não ser de um modo imperfeito, dos direitos da Cidade.”
“Portanto, o que constitui propriamente o cidadão, sua qualidade verdadeiramente característica, é o direito de voto nas Assembléias e de participação no exercício do poder público em sua pátria.”
(Aristóteles, Política, 1261a.)
A democracia instituída pelas reformas de Clístenes era um sistema político do qual participavam todos os cidadãos atenienses livres e iguais, isto é, os homens, adultos, filhos de pai e mãe atenienses. Estes, entretanto, constituiam uma minoria da qual estavam excluídos as mulheres, os estrangeiros (“metecos”) e os escravos.
A democracia ateniense era baseada em três conceitos básicos relacionados a cidadania:
a igualdade perante a lei;
“isotimia” (de isos = igualdade, e timos = riqueza), todos os cidadãos podiam participar da vida pública;
"isagoria" (de isos = igual , e agos = orador), era igualdade de todos para falar na Ágora, para debater os negócios públicos, enfim, liberdade de pensamento, de palavra e de crítica.
Com a democracia, a Eclésia, assembléia popular composta por seis mil cidadãos, teve seus poderes decisórios aumentados, fiscalizando a atuação das demais instituições políticas e votando as propostas da Bulé. A Eclésia também tinha o poder de votar o ostracismo – exílio por um período de dez anos – contra todos os que pusessem em perigo a democracia ateniense.
A assembléia popular era realizada em praça pública ou Ágora, um símbolo da democracia direta, e, em especial, da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto. Os atenienses não contavam com partidos, pois não existiam, mas sim com seus parentes ou círculos sociais.
O apogeu da democracia ateniense compreende a época do governo de Péricles, político grego, que governou Atenas de 461 a 429 a.C..
Texto e Contexto
“Nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. Nosso governo se chama Democracia, porque a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.
De acordo com nossas leis somos todos iguais no que se refere aos negócios privados. Quanto à participação na vida pública, porém, cada qual obtém a consideração de acordo com seus méritos e mais importante é o valor pessoal que a classe a que pertence; isso quer dizer que ninguém sente o obstáculo de sua pobreza ou condição social inferior quando seu valor o capacite a prestar serviços à cidade. Por essas razões e muito mais, nossa cidade é digna de admiração”
(Discurso de Péricles. In: História das sociedades – das comunidades primitivas às sociedades medievais. Rio de Janeiro: Livro Técnico, 1980. p. 201.)
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008
O poder da música!!

Um músico que teve que passar por uma cirurgia no cérebro nos Estados Unidos recebeu um pedido incomum dos médicos - que, durante a operação, ele tocasse o seu banjo.
O paciente, Eddie Adcock, é um dos mais conceituados tocadores de banjo do movimento bluegrass nos Estados Unidos.
Ele decidiu procurar um médico depois que começou a ter em uma das mãos tremores que pioraram a ponto de prejudicar sua carreira.
Para resolver o problema, os médicos decidiram realizar a operação, abrindo um buraco no crânio de Adcock e colocando eletrodos diretamente no cérebro. Tudo com apenas anestesia local.
Os cirurgiões também implantaram um marcapasso no peito do músico. Por meio dos eletrodos, o aparelho envia um choque fraco para o cérebro, desativando a parte do órgão associada aos tremores e permitindo que ele toque normalmente.
Sucesso
O paciente, Eddie Adcock, é um dos mais conceituados tocadores de banjo do movimento bluegrass nos Estados Unidos.
Ele decidiu procurar um médico depois que começou a ter em uma das mãos tremores que pioraram a ponto de prejudicar sua carreira.
Para resolver o problema, os médicos decidiram realizar a operação, abrindo um buraco no crânio de Adcock e colocando eletrodos diretamente no cérebro. Tudo com apenas anestesia local.
Os cirurgiões também implantaram um marcapasso no peito do músico. Por meio dos eletrodos, o aparelho envia um choque fraco para o cérebro, desativando a parte do órgão associada aos tremores e permitindo que ele toque normalmente.
Sucesso
Durante a cirurgia, realizada num hospital da cidade de Nashville, os médicos mantiveram o músico acordado e, para verificam se os eletrodos estão funcionando corretamente, pediram a ele que tocasse o banjo e falasse se estava tocando mais fácil ou não.
Os neurocirurgiões também pediram a Adcock que falasse, para verificar qualquer tipo de transtorno na fala.
A cirurgia foi um sucesso.
"O que fizemos se chama estímulo profundo no cérebro. Colocamos eletrodos numa região do cérebro chamada tálamo", disse um dos cirurgiões. "Meu ouvido não é muito bom, por isso foi importante termos a avaliação dele."
"Eu chamo isso de a vivência definitiva do espírito de Nashville."
"Eu me senti como se tivesse morrido quando senti que não conseguia tocar mais", disse Adcock.
"Quanto ele tocou no ponto certo, eu disse 'é isso'. Eu não senti nada do movimento, porque o cérebro não tem sensibilidade, não há nervos para dizer que eles estão mexendo nele. A única coisa que eu sei é (o que aconteceu) quando eles atingiram o ponto certo e ligaram o gerador."
Os neurocirurgiões também pediram a Adcock que falasse, para verificar qualquer tipo de transtorno na fala.
A cirurgia foi um sucesso.
"O que fizemos se chama estímulo profundo no cérebro. Colocamos eletrodos numa região do cérebro chamada tálamo", disse um dos cirurgiões. "Meu ouvido não é muito bom, por isso foi importante termos a avaliação dele."
"Eu chamo isso de a vivência definitiva do espírito de Nashville."
"Eu me senti como se tivesse morrido quando senti que não conseguia tocar mais", disse Adcock.
"Quanto ele tocou no ponto certo, eu disse 'é isso'. Eu não senti nada do movimento, porque o cérebro não tem sensibilidade, não há nervos para dizer que eles estão mexendo nele. A única coisa que eu sei é (o que aconteceu) quando eles atingiram o ponto certo e ligaram o gerador."
retirado do globo.com
Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
como fazer uma cajon
1 chapa - 36,60 x 29,50 x 0,04cm 2 chapa - 33,60 x 28,00 x 1,50cm 1 chapa - 33,60 x 29,50 x 1,50cm 2 chapa - 29,50 x 29,50 x 1,50cm Na chapa de 33,60 x 29,50 (3a da lista) faça um buraco de até 5" onde vc preferir. Na chapa de 0,04cm de espessura, cole uma esteira de batera (R$7,00 a 10,00) - ou - corda de violao de aco (1 grossa de contra-baixo e 2 da mais grossa do violao), 2 em forma de V de lado a lado e a mais grossa fechando por cima. - Para colar use cola quente - uns R$10 (?)a pistola e uns R$2 a cola. -- se preferir nao precisa colocar a esteira -- igual ao cajon peruano q nao tem nada... o cajon do Timbaleiro tb nao tem a esteira. O processo de montagem eu fiz com cravilhas de madeira - (R$1,80) o pacote com 100u e cola de madeira (R$5,00). Igual ao de montar um movel tipo criado-mudo. Aconselho - se vc nao tiver experiencia - mandar um marceneiro fazer isso - deve sai barato. E eh melhor se feito em furadeira de bancada. as 2 chapas de 33,60 x 28,00 (2a da lista) paralelas, a 3a da lista liga as duas - formara um U - agora feche os lados perpendiculares as chapas com a 4a da lista. Finalmente, parafuse a 1a chapa da lista fechando a peca Tenta olhar fotos de cajon famosos pra ter uma idéia.AH - os pes de borracha, na Casa das Borrachas aki em Campinas (R$ 3,00) 8 pes de borracha
Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
Jimy Walker
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Casa Abrigo

Em Assis Chateaubriand-Pr, minha cidade, existe um local chamado Casa Abrigo, que funciona no contorno norte próximo a madeireira (quem é do município sabe). pois então, gostaria de que todos que estiverem lendo isso se propusesse a ir lá pelo menos uma vez ao ano, ou disponibilizasse algo, que seja um projeto, força de vontade, roupas, carinho, amor, qualquer coisa que fosse em benefício das crianças que estão lá.
por causa de mães e pais ausentes essas crianças passam por dificuldades, independente de poder público, de funcionários públicos essas crianças precisam de todos, da sociedade que as criou, até mais só uma consternação mesmo...
a música...
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